Localização da ICMV

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Culto dos Jovens- Varjão em 03-01-09

É tempo de viver em santidade!

I João 1: 10

1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
2 (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);
3 O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
4 Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.
5 ¶ E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
8 ¶ Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
10 Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

1 João 2: 1-6

1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
3 ¶ E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos.
4 Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.
5 Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.
6 Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.


I João 5: 18-19
18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.

19 Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.

O ministrante, Bispo Roberto, iniciou sua preleção perguntando aos presentes se nós ingerimos alimentos todos os dias, para se referir ao fato de que o homem natural precisa fazer várias refeições diárias para que sobreviva, mas que sendo corpo, alma e espírito, o nosso homem espiritual também precisa se alimentar todos os dias e não apenas aos domingos, quando vão à igreja cultuar a Deus e ouvir a Sua palavra. O bispo exortou a Igreja a começar a ler a palavra de Deus todos os dias, iniciando com poucos capítulos até que toda a Bíblia seja lida. Bastam 3 capítulos por dia, explicou o bispo, e ao final do ano todos os livros terão sido lidos. Eis um desafio, incentivou o ministrante. Comecemos a ler por uns 21 dias e ao final deles não vamos mais querer deixar de ler. Vamos sentir falta dessa atividade, como sentimos falta de pão. Esse alimento espiritual irá fortalecer o nosso homem interior, o nosso espírito. E o espírito forte tem domínio sobre nossa alma e ela dominará nosso corpo, protegendo-nos contra a concupiscência da carne.
O bispo contou à Igreja que o apóstolo João tinha apenas dezesseis anos quando começou a seguir Jesus. E ele ficou conhecido por ser o apóstolo do amor. E era amado por Jesus. Ele escreveu três cartas à Igreja no período em que estava na Ilha de Ptmos, já mais velho. Não fez, como Paulo, cartas endereçadas a igrejas em particular: `a igreja de Éfeso, de Pérgamo, de Corinto, de Filipo, de Colosso, de Tessalônica, de Roma.... Ele escreveu à Igreja em geral. A Igreja que somos nós, o corpo de Cristo. E João fala no início que foi testemunha ocular, não fala do que ouviu falar, mas do ele próprio viu e ouviu. Então, assegurou o bispo, ele tem autoridade para falar. A carta de João a nós é para que a Igreja se mantenha em santidade. Ele se reporta á transgressão, ao pecado. Mas o que é pecado? Perguntou o ministrante, aos jovens. Pecar é errar o alvo. É ir contra a vontade de Deus, confirmou o bispo, lembrando que há por aí uma idéia de que somos pecadores e isso não é verdade, explicou, usando uma analogia. Nem todos que cozinham são cozinheiros, nem todos que fazem pão são padeiros. Podemos alguma vez cometer um pecado, mas isso não significa que somos pecadores. O pecado na vida do convertido é exceção, não regra. É acidente, não prática constante. Quem é nascido de novo não é pecador. Nós não somos pecadores fugindo do pecado, mas santos resistindo ao pecado, reafirmou o bispo. Pecado na vida do cristão não pode ser habitual, mas acidente e ninguém gosta de viver em acidentes. Pecado é o que nos afasta de Deus. Quanto mais pecamos, mais afastados do Senhor ficamos.
João escreve essas cartas porque a Igreja estava se afastando da idéia de que o pecado não pode ser uma regra, mas uma exceção e ele quis mostrar que é equivocado agir como se nosso destino é pecar, porque herdamos o pecado original.
Nenhum homem pode afirmar que não tem pecado, ou tendência ao pecado. Pois esse pecado vem do nascimento. Veja o que diz os Salmos 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”. Mas por esse pecado Jesus morreu na cruz do calvário. Nós não iremos para o inferno por conta do pecado original, por esse pecado Jesus já pagou o preço. João afirma que Jesus não só morreu pelo pecado original, mas pelos nossos pecados, quando saímos do alvo e vamos contra a palavra de Deus.
Mas nós não devemos pecar. Nós conseguimos não pecar porque Jesus já morreu pelos nossos pecados. Ele diz em I João 2:6 “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou”. Jesus foi tentado, teve todas as possibilidade de pecar porque era homem, como nós, mas não pecou para nos mostrar que nós também podemos andar como Ele andou: sem pecado. andou no mundo e não compactuou com as coisas do mundo. Nós podemos andar no mundo e não pecar. Para isso basta nos revestir do escudo que nos protege: a palavra de Deus.
Jesus fez a seguinte oração ao Pai, lembrou o bispo, citando João 17:15 "Não rogo pois que os tire do mundo, mas que os proteja do Maligno". A idéia que vigorava na Idade Média de que para ser santos, os homens deveriam se isolar em mosteiros para fugirem das tentações e do pecado não é legítima, asseverou o bispo, pois nega o que Jesus pregou. Não devemos nos afastar do mundo para vivermos em santidade, mas sim estarmos no mundo sem nos deixar contaminar por ele.
E como podemos no livrar dos pecados? Perguntou o bispo, já explicando que é necessário confessá-los e deixá-los, como ensina I João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. Andar em santidade é a nossa melhor escolha, assegurou o ministrante, lembrando que a tendência do pecado está em nós, mas a decisão de não pecar também é nossa. Andar conforme Jesus andou. Trilhar os passos do Senhor.
E nessa noite devemos ficar atentos para as palavras de João à Igreja, foi por esse motivo que Jesus nos reuniu. Para nos dizer que devemos procurar viver em santidade, porque o pecado nos afasta de Deus. E para que não pequemos devemos observar o que diz os Salmos 119:11 “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. Conhecer a palavra, guardar a palavra e viver a palavra, eis o segredo da proteção contra o pecado.
Se o salmista diz que guarda no coração e não na mente é porque não basta conhecer. É preciso viver, praticar. Não é na mente que armazena o conhecimento, mas no coração, órgão que bombeia o sangue para que todo o corpo tenha vida. Assim também deve ser com a palavra de Deus. Ela se bombeada por todo o corpo, mantém o homem vivo. A palavra nos recomenda a não apenas ser conhecedores, mas a praticantes.
No final da carta em 5:18, o apóstolo João nos assegura que aquele que é nascido de Deus não pode ser tocado pelo maligno. E se, como nascido de Deus, resistimos ao diabo, podemos dizer que não pecamos.
A tendência ao pecado está em nós, mas com o nosso espírito fortalecido podemos chegar ao final do dia e dizer “ não pecamos”. Mas se porventura fraquejarmos e acontecer um acidente, devemos confessar o nosso pecado, dando-lhe nome (mentira, adultério, prostituição, ira, porfíria, dissensão, fofoca, injúria, etc ), Deus é fiel e justo para nos perdoar e levar nossos pecados ao mar do esquecimento.
No momento em que nascemos de novo, uma pessoa muito especial vem habitar dentro de nós: o Espírito Santo de Deus. E então, quando pecamos, nós sabemos que pecamos, porque o Espírito Santo nos leva ao constrangimento e ao arrependimento. E arrependimento, lembrou o bispo, é mudança de atitude. É não somente confessar, mas deixar o pecado. não importa quão negro seja o nosso pecado, o Senhor pode torná-lo mais alvo do que a neve. Mas não podemos nos esquecer de que pecado começa com as pequenas transgressões. Uma mentirinha aqui, uma ira ali e um vai levando ao outro, um abismo chama o outro. Por isso Jesus nos disse "Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira", no texto que está em Efésios 4:26. O bispo nos alertou de que essa conversa de muitos “eu perdôo, mas não esqueço”, é apenas fachada para quem de fato não liberou o perdão e anda é escravo desse sentimento e do pecado que ele gera. E um abismo chama outro abismo, concluiu o bispo, exortando mais uma vez a Igreja a andar como Jesus Cristo andou, em uma vida de santidade.

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