Localização da ICMV

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Culto de Despertar da Fé de 07-01-09


É tempo de perdoar os pecados


Marcos 2: 1-12


1 E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
2 E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
3 E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
5 E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.
6 E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:
7 Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
8 E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
9 Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
10 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),
11 A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
12 E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.


O ministrante, Bispo Roberto Marques, iniciou sua preleção afirmando que Jesus está no templo, esperando pelo culto, e se muitas pessoas não estavam ali é porque nós nãos as trouxemos. Depois de ler com a Igreja o texto em epígrafe, explicou que a missão de Jesus, no primeiro momento era ensinar sobre o Reino de Deus. Ele veio ao mundo em forma humana para pregar sobre isso e não para fazer milagres. Contudo, quando ele pregava, os milagres aconteciam. Por estarem na presença de Jesus, as pessoas eram curadas, assegurou o bispo, mostrando que há muito o que aprender com esse texto.
Assim, ele sintetiza o episódio narrado por Marcos, para apresentar à Igreja uma parte das lições de Cristo. Alguns homens insistiram em levar um paralítico à presença de Jesus, porque sabiam que ele seria curado. Mas como o paralítico poderia ir até Jesus? Perguntou o ministrante, ponderando com a Igreja que somente se alguém o levasse, da mesma forma como deve ser com as pessoas que estão amarradas pelo diabo. É preciso que alguém as leve à presença Daquele que cura, liberta e transforma. E as vezes é necessário que sejam mais de uma pessoa, como ocorreu com o paralítico, pois um apenas não conseguiria esse objetivo.
Observem que eles não desanimaram do seu objetivo de levar aquele homem à presença do Senhor Jesus. Eles estavam imbuídos de um propósito e não desistiram. As vezes nos faltam estratégias, lembrou o bispo, para trazermos as pessoas aos pés do Senhor. Mas aqueles homens armaram essas estratégias: se passar pela multidão não seria possível, então eles abriram caminho subindo pelo telhado e procurando o melhor a partir do eirado. Procuram o lugar onde Jesus estava, cavaram um buraco, e não desistiram do seu intento de levar aquele homem aos pés de Jesus. Será que hoje em dia temos feito isso? Perguntou o bispo, lembrando da acomodação da Igreja com relação ao resgate de vidas. Será que estamos, como aqueles homens, dispostos a bancar o prejuízo de quebrar o telhado?
Aqueles homens colocaram o paralítico aos pés de Cristo. E isso foi o suficiente. Daí em diante, o Senhor fez o resto. A nossa função é trazer as pessoas aos pés de Jesus, afirmou o bispo, assegurando que Jesus observou a fé deles e do paralítico também, pois ele se deixou levar, apesar de todas as dificuldades encontradas.
O que Cristo faria eles não sabiam. Sabia apenas que bastava deixar aquele homem diante do Senhor e se empenharam nisso. Eles investiram tempo, dinheiro, pois haveriam de pagar o conserto do telhado e o prejuízo causado ao eirado. Fazer a obra de Deus é dispendioso, demanda tempo e dinheiro, mas saiba que Deus providencia os recursos, assegurou o ministrante.
E havia naquele meio, como sempre há, os religiosos, os questionadores. Foram eles que crucificaram Jesus, os escribas, os fariseus. Fuja dos religiosos, exortou o bispo, lembrando as palavras de Cristo: “Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”. (Lucas 12:1b.) e ensinado que religioso é como erva daninha, nasce em todo lugar. São aqueles que se preocupam com as normas, com o que não está de acordo com os dogmas. E quem disse que Deus se encaixa em normas humanas? Perguntou o bispo, lembrando que se Ele quer nos curar apenas com a palavra Ele assim o faz, se Ele quer usar a unção, o lodo, ou outra pessoa, Ele também o faz, porque é soberano.
Aqueles homens pensaram que se Jesus não curasse o paralítico, ao menos teria uma palavra de conforto, de ânimo, mas Jesus não fez nem uma coisa, nem outra. Apenas disse: “Filho, perdoados estão os teus pecados.”

Deus não depende de nossa fé para operar, mas nossa fé colabora, ao passo que a incredulidade bloqueia a ação de Deus. Os escribas “arrazoavam em seus corações, dizendo: 7 Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” Mas Jesus por intermédio do Espírito Santo sentiu que eles cogitavam no coração e perguntou: “Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?” Aos olhos humanos seria mais fácil dizer que se perdoam os pecados, do que dizer ao paralítico para tomar seu leito e andar. E para fazer saber que Jesus pode todas as coisas, Ele disse “Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.” E o paralítico obedeceu.
Mas, assegurou o bispo, aquilo só foi possível por causa de homens crentes que não mediram esforços para colocar aquele homens aos pés de Jesus. Eles foram impedidos pela multidão, como muitos de nós encontramos muito mais pessoas querendo nos desanimar. Temos que trabalhar, conclamou o bispo, pois o milagre acontece mediante esse esforço. Deus está pronto para realizar basta crermos e agir diante dessa fé. Pode até ser que em princípio os homens tivessem se decepcionado, afinal eles esperavam que um milagre acontecesse e Jesus apenas diz “seus pecados estão perdoados”. No entanto, Jesus conhecia a razão de aquele homem estar naquela condição. Eram os seus pecados e se o motivo fora retirado, então o milagre viria em seguida. É isso que temos que aprender com esse episódio. Quando os pecados são perdoados as curas acontecem, as bênçãos vêm. Quando perdoamos abrimos as áreas para que os milagres aconteçam em nossas vidas. O milagre do perdão é imperceptível, mas abrem caminhos para a vida eterna. A cura é transitória, mas pecados perdoados refletem para a eternidade e abrem caminhos para milagres.
Jesus não faz nada por acaso, assegurou o bispo, explicando que Ele olha para aquele homem paralítico e vê que eram seus pecados que o prendia naquela cama. Tirando-lhes os pecados, o problema vai embora.
Jesus disse que o Filho do Homem tem autoridade para perdoar pecados e esse poder Ele deu à Igreja, disse o bispo citando a confissão de Pedro em Mateus 16:16 “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A Igreja gloriosa de Jesus vivo tem que estar alicerçada nisso e então poderá tomar posse da autoridade dada por Cristo, apresentada em Mateus 18:18 “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”.
A autoridade que era De Jesus foi passada a nós, mas o que estamos fazendo com essa autoridade? Ponderou o ministrante, lembrando que o milagre iniciado pelo perdão dos pecados só foi possível porque pessoas se empenharam em levar o pecador ao pés de Cristo, portando precisamos nos empenhar nisso também.
Há pessoas que estão salvas porque são frutos de pessoas teimosas que perseveraram em resgatar vidas paralisadas pelo diabo. Muitos desistem no meio do caminho por muito menos, afirmou o bispo lembrando aqueles que têm se desviado da igreja. No entanto, ele assegurou isso faz parte da poda que o Senhor está fazendo entre os Seus. Muitos saíram e outros ainda sairão, Deus tem mostrado isso. Mas também tem assegurado que é por essa poda que a essa árvore que é a Igreja vai crescer de forma sobrenatural.
A poda é de Deus e o controle é Dele, afirmou o bispo. Não somos que atraímos as pessoas, pelos nossos dons, mas o Espírito Santo de Deus é que age, reafirmou o bispo recapitulando com a Igreja aquilo que o Senhor tem nos mostrado pela Sua palavra: temos autoridade para reter e perdoar pecados e temos poder para trazer as pessoas para Jesus. Então, conclamou o bispo, vamos deixar a mesmice, porque Jesus fará o resto. Assim veremos curas, maravilhas e sinais: cegos, surdos serão curados, casamentos serão restaurados, vidas serão libertas. Não importam as dificuldades: romperemos todas, em nome de Jeus.




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