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domingo, 13 de dezembro de 2009

Culto da manhã de domingo de 13-12-09


É tempo de amar, com amor de Deus

O amor de Deus não é invejoso, não tem ciúme, tudo que é excesso é pecado. O nosso parâmetro de amor é “amai ao teu próximo como a te mesmo”. Se amarmos ao próximo mais do que a nós mesmos também erramos, afirmou o ministrante da manhã, o bispo Roberto Marques, citando I Coríntios 13:


1 ¶ Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.


O amor não age de forma inconveniente e não procura os seus interesses, lembrou o bispo citando Filipenses 2: 8 “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”
Se amarmos conforme Deus quer, certamente iremos colher decepções, mas isso não é motivo para não amarmos, assegurou o bispo, lembrando que em geral o ser humano é adepto da Lei de Talião: olho por olho, dente por dente. Mas isso não é para o cristão. Cozinhar a vingança, tratar como é tratado não são atitudes cristãs. O certo é abençoar até quem nos amaldiçoa, pois a benção lançada mesmo que sobre quem não é bendito, se não encontra pouso, volta para quem a lançou. Abençoe sempre, exortou o ministrante.
O amor não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça. Tudo que o homem natural gosta de fazer. A tendência humana é se desesperar, tão logo as coisas se apresentem difíceis. Desejar o mal, o troco, alegrando-se com o mal dos outros não é atitude cristã. Se não podemos ajudar, não atrapalhemos. Não apontemos os pontos negativos da pessoas, ensinou o bispo, pois isso o diabo já faz o tempo todo. Nossa tarefa é apontar os pontos positivos. Regozijar com a justiça é caminho e não com o mal feito, asseverou o bispo.
O amor é resistente. Agüenta pancadas sem se danificar. O amor tudo suporta. É forte. Tudo crê. Não é um amor desconfiado. Se temos essa conduta, não confiamos que somos amados. Mesmo se já fomos decepcionados. Há pessoas que vivem em defesa, ficam tão protegidas, em suas masmorras particulares, levantam barreiras e depois se queixam de que não são amadas. Fecharam as portas e reclamam da falta de amor.
Relacionamento traz atrito e é na comunhão dos santos que Deus determina as suas bênçãos. Amor forte que tudo suporta, tudo crê. Espera coisas boas e ruins também. O amor tudo espera e não muda. De acordo com Jó, se recebemos coisas boas, também temos que estar preparados para as ruins. Deus está no controle de todas as coisas, mas se permite, também o mal podem nos sobrevir. Se Deus nos permite passar por uma luta, é porque tem um objetivo. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, se Ele nos deixa passar por adversidades, reconheçamos que Ele tem algo a nos ensinar com isso.
O amor tudo suporta, e esse amor jamais acaba. Ele é para a eternidade. Começamos a amar aqui e levaremos para a vida eterna, por isso aprendamos esse amor aqui, ensinou o bispo, lembrando que todas as coisas passarão, mas a fé, a esperança e o amor permanecerão.
Ciência, profecias, línguas, conhecimentos, dores, tudo passará, só levaremos para a eternidade o amor que aprendemos aqui. Alegremo-nos nas coisas ruins, porque é Deus nos dando força, sustentação, assim como nossos ossos que vão se firmando com os atritos.
O bispo encerrou sua preleção orando com a Igreja e exortando-a a deixar de lado o orgulho, o que a impede de pedir perdão.

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